Bom dia mundo. Digo eu cabisbaixo, triste e melancólico. Acho que serei mais uma cobaia dos psiquiatras, mais um maníaco-depressivo de alma. Estão voltando as mesmas inseguranças, medos, tristezas. Vejo-me novamente esgotado pela pouca energia que me resta gasta em pensamentos depressivos. Vejo-me sozinho. O que aconteceu aquele jovem que sabia lutar? Creio que cansou de digladiar consigo mesmo e parou para descansar. As horas passam e com elas a vida. Posso claro, supor que amanhã estarei sorridente outra vez, mas quando vai cessar essa angústia? Encarando todos os meus problemas de frente? Dizendo tudo que me sufoca a todos aqueles a quem amo e me importam algo nessa vida? Sofro de angustia existencial ou patológica? Sponville me diria para aprender a conviver com ela. Eu tento, mas é duro. Transpor tantas barreiras me envelhece, me consome, me desgasta. Poderiam supor que não sou feliz? Acredito que alguns sim, os menos vividos. Mas o que é felicidade? Acredito em momentos de felicidade, não uma plena. Isso seria muito ingênuo para eu acreditar. Minha ingenuidade caiu morta em alguma curva da vida. Mas quanto às felicidades, sim as tenho. Tenho momentos sublimes. Mas os homens, não sabem lidar com seus semelhantes, muitos semeiam infelicidades. Não diria que são infantis, por respeito aos infantes, mas são egoístas, despreparados para lidar com o outro, egocêntricos. Cada um alimenta seu próprio cordão umbilical com vaidades e egoísmo e assim vamos todos vivendo. Não que eu seja perfeito, longe estou disso, mas acredito que ao menos eu tente com mais afinco ser-no-mundo. Hora de jogar água no rosto. A todos aqueles que sofrem, e todos sofremos, deixo minha compreensão. Vou tentar o conselho de um velho apaixonado como Drummond e viver mais, amando mais. Amando a mim e ao mundo, a cada pequena beleza cotidiana. Creio que isso seja o mais próximo da felicidade plena a que todos almejamos.
